Nem uma vitória no Restelo teria salvo o CAC da descida de divisão, perante o empate do Casa Pia no campo do Torreense. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Luís Bandeira (Belenenses) e Tiago Viegas (CAC).

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O CAC apostou desde o início num meio-campo voluntarioso (atente-se, por exemplo, no dinamismo de Ricardo Tavares), com alas rápidos e servidos a preceito em profundidade, casos de Hugo Afonso e Luís Eloi. Jorge Nicolau era a referência atacante, actuando André Costa na sua proximidade. O problema, para os forasteiros, foi que a defensiva do Restelo esteve sempre muito concentrada e depois, a qualidade do respectivo ataque fez o resto. De um lance na direita, e não facturando Diogo Cleto à primeira, corrigiu Sebastião Castela à passagem do quarto de hora.

Reagiu bem o CAC, de modo que até ao intervalo alcançou o apogeu da sua actuação, fruto provavelmente da capacidade de superação dos seus jogadores. Sem que o Belenenses conseguisse levar o perigo à área contrária, tinha trabalhos redobrados na própria, principalmente em lances de bola parada. Num deles, que registámos aos 26 minutos, destaque à elasticidade e atenção do guarda-redes, a evitar males maiores. Já perto do apito, coube a Luís Elói, primeiro, e depois a André Costa, o protagonismo em dois lances que podiam ter dado empate.

Para a segunda parte entrou melhor o Belenenses, chegando de rajada ao 2-0 num bom entendimento entre Sebastião Castela e Adjeil Neves. A partir daí, o CAC foi-se abaixo. O Belenenses passou a controlar por completo as operações e foi com naturalidade que chegou aos 4-0, podendo até ter ido mais além. Tentou reagir o CAC, desta vez com recurso às substituições, mas neste capítulo só teve sucesso quando trocou o avançado Jorge Nicolau pelo médio-defensivo Fred, aos 63 minutos. Deste modo, abriu espaço para a subida de Ricardo Tavares, que na frente de ataque nos pareceu actuar com uma alegria acrescida. Mesmo assim, tal não foi suficiente para alcançar o tento de honra, que o CAC perseguiu até final.

Alguns nomes a reter, começando pelo CAC. O seu melhor jogador, pelo dinamismo exibido, terá sido o ala Luís Eloi. Num âmbito mais defensivo, destaques ainda para o lateral Cláudio Duarte e central Miguel Duarte.

Quanto ao Belenenses, hoje gostámos imenso da sua defesa, toda ela, mas ainda assim mencionamos nesse sector as actuações do lateral João Lucas (que considerámos o melhor em campo) e central André Santos. No meio-campo, a preferência vai para Adjeil Neves e no ataque, o escolhido é Dálcio Gomes.

Campo nº 2 do Estádio do Restelo, 26 de Maio de 2013, 11:00 horas.
14ª Jornada do Campeonato Nacional de Juvenis da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Série D), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Ricardo Luz, auxiliado por Tito Mendonça e Rafael Figueira (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Belenenses: 1- Nuno Rolo; 2- Rúben Martinho, 3- Paraíso, 4- André Santos e 5- João Lucas (13- João Cabrito, aos 71'); 6- João Diogo "cap.", 7- Diogo Cleto, 8- Adjeil Neves (15- Diogo Soares, aos 71') e 9- Sebastião Castela (18- João Mondim, aos 54'); 10- Renato Gonçalves e 11- Dálcio Gomes. Treinador: Luís Bandeira.
CAC: 70- Diogo Neves; 4- Miguel Duarte "cap.", 7- Luís Eloi (77- Alex, aos 54'), 8- Jorge Nabais e 9- Jorge Nicolau (6- Fred, aos 63'); 10- André Costa (11- Tiago Lopes, aos 54'), 14- Trovão, 17- Hugo Afonso e 18- Ricardo Tavares; 22- Cláudio Duarte e 28- Ricardo. Treinador: Tiago Viegas.
Golos: 1-0, Sebastião Castela (15'); 2-0, Adjeil Neves (41'); 3-0, Renato Gonçalves (49'); 4-0, Dálcio Gomes (61').
Acções disciplinares: amarelo para Miguel Duarte (CAC).