Com esta derrota, o Casa Pia adia para a última jornada a decisão sobre quem se manterá na Primeira Nacional: se a turma de Pina Manique, ou antes o CAC da Pontinha. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Luís Barnabé (Casa Pia) e Luís Bandeira (Belenenses).

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Abordagens diferentes. O Casa Pia optou por povoar mais densamente o seu meio-campo, organizando-se em 4x4x2, enquanto o Belenenses tentava antes municiar o seu ataque em profundidade e velocidade. Uma vez que ambos os conjuntos dispõem de bons intérpretes, o equilíbrio foi a tónica principal ao longo do jogo. Não obstante, e uma vez chegado o esférico ao último terço do terreno, aí o Belenenses demonstrava ser mais objectivo, como se viu logo aos três minutos, quando Sebastião Castela rematou para defesa do guarda-redes.

Insatisfeito com o rumo dos acontecimentos, Luís Barnabé mexeu na equipa ainda no decurso da primeira parte, reposicionando jogadores no meio-campo. Com isso, proporcionou uma injecção de adrenalina ao Casa Pia que, num contra-ataque rápido, desperdiçou por Renato Moniz o seu melhor lance. Perto do intervalo, foi a vez do belenense Renato Gonçalves estar à beira do golo, saindo-lhe o remate final algo denunciado.

Já na segunda parte, e novamente sob o signo do equilíbrio, este foi desfeito numa falha do meio-campo que, aproveitada por Adjei Neves, proporcionou a Diogo Cleto o golo inaugural. Na resposta, Tiago Nunes teve nos pés a igualdade, mas o guarda-redes negou-lhe o intento. Este frenesim durou cerca de cinco minutos, findo os quais voltou o jogo à mesma rotina, apenas com a diferença de que esta era agora encarada pelo Belenenses com outra tranquilidade.

Uma vez mais Luís Barnabé voltou a mexer na equipa, desta vez para alargar a frente de ataque a um trio, pela introdução do avançado Manuel Ferreira. Sacrificando no processo João Maria Esteves, reajustou também a defesa, com o recuo de Márcio Nascimento, incentivando-se na passada a subida do lateral Miguel Silva. Dizendo isto, queremos apenas sublinhar que não foi por falta de ambição, mas o facto é que não funcionou. Aliás, seria mesmo o Belenenses a estar mais perto do 2-0, por João Mondim, entretanto lançado em campo, só que o guarda-redes defendeu.

Alguns destaques individuais, começando pelo Casa Pia. O seu melhor jogador terá sido o lateral-direito Miguel Silva. Aliás, o sector de que mais gostámos foi o defensivo, pelo que as menções honrosas recaem sobre os centrais Ivanildo Fernandes e Gonçalo Marques.

Quanto ao Belenenses, toda a equipa esteve tão coerente, que se torna difícil fazer destaques. Mesmo assim, arriscamos alguns nomes. Na defesa, Máximo Antunes (a par do ganso Miguel Silva, terá sido dos melhores em campo) e João Lucas. Passando ao meio-campo, a nossa referência foi Adjeil Neves. Quanto ao ataque, Diogo Cleto foi o marcador do golo decisivo, mas isso não pode fazer esquecer o labor continuado de Dálcio Gomes ou Sebastião Castela.

Campo nº 3 do Estádio Pina Manique (Lisboa), 19 de Maio de 2013, 11:00 horas.
13ª Jornada do Campeonato Nacional de Juvenis da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Série D), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Pedro Martins, auxiliado por Sebastien Von Bruekel e Luís Sacramento (AF Leiria), as equipas alinharam:
Casa Pia: 1- Agilson; 2- Miguel Silva "cap.", 3- Gonçalo Marques, 4- Ivanildo Fernandes (15- João Gomes, aos 65') e 6- Jorge Pereira; 7- Rafael Pinto, 8- Márcio Nascimento, 9- Renato Moniz e 10- Heriberton Inglês; 11- André Costa (17- Tiago Nunes, aos 27') e 22- João Maria Esteves (19- Manuel Ferreira, aos 57'). Treinador: Luís Barnabé.
Belenenses: 1- Rafael Conceição; 2- Máximo Antunes (13- Dalton, aos 74'), 3- Paraíso, 4- André Santos e 5- João Lucas; 6- João Diogo "cap.", 7- Diogo Cleto (18- João Mondim, aos 52'), 8- Adjeil Neves e 9- Sebastião Castela; 10- Renato Gonçalves e 11- Dálcio Gomes. Treinador: Luís Bandeira.
Golo: 0-1, Diogo Cleto (47').
Acções disciplinares: amarelos para Rafael Pinto (Casa Pia); João Diogo e João Lucas (Belenenses).