Resultado construído ainda no decurso do primeiro tempo. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários do treinador Luís Bandeira (Belenenses).

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Não entrou bem o Belenenses. Sem se impor no meio-campo e defrontando um adversário com qualidade de passe, inclusivé no de longa distância, velocidade pelas alas e alguma qualidade técnica nos seus atacantes, abriu caminho a uma sucessão de lances de perigo que, apesar da oposição do guarda-redes Nuno Rolo, hoje em dia de grande acerto, culminou no primeiro golo sacavenense.

Na resposta, e na sequência de um livre, Diogo Soares rematou para defesa a condizer. Galvanizado, o Belenenses tentava reagir. Latente, havia sempre o perigo de algum passe em profundidade que fosse capaz de tirar partido desse entusiasmo, mas o empate surgiu à passagem da meia-hora, num livre de Dálcio em que o último reduto forasteiro não terá ficado lá muito bem na fotografia. Pouco depois o volte-face esteve à beira, numa boa triangulação entre Cleto, Diogo Soares e Dálcio, mas aí a defesa interveio a tempo. Em cima do apito recuperou o Sacavenense a vantagem no marcador através de livre directo, este apontado de forma irrepreensível.

Para o segundo tempo o Sacavenense apostou em actuar concentrado no seu meio-campo, na expectativa do que o jogo desse. Melhor o Belenenses, que sem se desconcentrar, esteve perto da igualdade primeiro por Dálcio, aos 41 minutos, depois numa iniciativa memorável de Máximo Antunes, aos 52. À beira de perder gás, e depois de mais uma boa intervenção de Nuno Rolo, a última no jogo, Luís Bandeira colocou a "carne toda no assador", melhor dizendo, terminou a reorganização táctica do onze com impacto em todos os sectores, visando reforçar o ataque. Pelo lado do Sacavenense, abstraindo a troca de pontas-de-lança (Diogo Mendonça veio substituir João Bernardo), a maior aposta de Luis Nunes foi em termos de um reforço ao nível do meio-campo. Assim conseguiu equilibrar a contenda, embora sofresse alguns calafrios em lances de bola parada. Recordamos em particular o que registámos aos 73 minutos, quando Paraíso falhou o empate por pouco.

Alguns nomes a destacar, começando pelo Sacavenense. O seu melhor terá sido Joel Pires, sólido no meio-campo. Ainda uma menção honrosa para João Bernardo, autor do primeiro golo, e Mama Embaló, que começou como avançado e acabou no meio-campo.

Quanto ao Belenenses, a figura do jogo terá sido hoje o guarda-redes Nuno Rolo, com um punhado de intervenções de grande nível. Ainda uma menção honrosa para os avançados Diogo Cleto e Dálcio Gomes.

Campo nº 2 do Estádio do Restelo, 25 de Abril de 2013, 11:00 horas.
10ª Jornada do Campeonato Nacional de Juvenis da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Série D), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Pedro Azevedo, auxiliado por Alexandre Quintelas e Francisco Mendes (AF Setúbal), as equipas alinharam:
Belenenses: 1- Nuno Rolo; 2- Máximo Antunes, 3- Paraíso, 4- Dalton e 5- João Lucas; 6- João Diogo "cap.", 7- Diogo Cleto, 8- Adjeil Neves e 9- Bruno Pires (16- João Mondim, aos 53'); 10- Diogo Soares (17- Sebastião Castela, ao intervalo) e 11- Dálcio Gomes (15- Rúben Martinho, aos 61'). Treinador: Luís Bandeira.
Sacavenense: 24- Pedro Gonçalves; 3- João Rodrigues "cap.", 4- Rúben Santos, 5- Ivo Palma e 6- David Lourenço (21- Fábio Charrua, aos 66'); 8- José Condesso, 10- Joel Pires (13- Bubacar Djaló, aos 57'), 14- Rafa e 17- João Bernardo (9- Diogo Mendonça, aos 70'); 20- Rui Batalha e 22- Mama Embaló. Treinador: Luis Nunes.
Golos: 0-1, João Bernardo (16'); 1-1, Dálcio Gomes (32'); 1-2, Ivo Palma (39').
Acções disciplinares: amarelos para Dalton (Belenenses); David Lourenço e Rafa (Sacavenense).