Destaque à segunda parte belenense e ao hack-trick de Sebastião Castela. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Stefano Oliveira (CAC) e Luís Bandeira (Belenenses).

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Entrou melhor a turma da casa, com uma organização próxima de um 4x5x1. Dispunha de um meio-campo compacto, onde notávamos o apoio de Ricardo à defesa, funcionando como terceiro central, enquando do lado oposto Hugo Afonso era o médio mais ofensivo, quase um segundo avançado, no apoio ao ponta-de-lança Nico. A tal procurou opor-se o Belenenses com um futebol simples que tardava em impor-se, até ao momento do primeiro golo, apontado à passagem do quarto de hora. Este surgiu na concretização de uma grande penalidade, consequência de uma infelicidade do central.

O golo veio perturbar o CAC, que sem abandonar a disciplina táctica nem perder supremacia no meio-campo, falhava na medida em que não conseguia criar lances de perigo, ao passo que o Belenenses esteve perto de bisar num remate de Dálcio Gomes que o guarda-redes defendeu, à passagem do minuto 26.

Ao intervalo o treinador Luís Bandeira mexeu em profundidade na equipa, com impacto em todos os sectores, mas robustecendo em particular o meio-campo. A resposta não podia ser melhor: depois de uma bola ao poste e de Diogo Cleto ter estado à beira de marcar, surgiu finalmente o 2-0, aos 49 minutos, numa jogada com a chancela do recém-entrado Bruno Pires e finalizada por Sebastião Castela.

Tentou responder o CAC com a troca de avançados (saiu Nico, entrou Ricardo) e promovendo Hugo Afonso e Cláudio Duarte a extremos, com Dedé à rectaguarda, em 4x3x3. Aos 52 minutos Hugo Afonso enviou à barra, na jogada que seria o canto do cisne. Pouco depois o local Ricardo foi expulso e a partir daí o CAC não mais se encontrou. À força de pretender uma linha ofensiva alargada, à custa de um despovoamento do meio-campo e para mais em desvantagem numérica, acabou por perder em toda a linha. Foi pois com naturalidade que o Belenenses chegou à marca dos quatro golos.

Alguns destaques individuais, começando pelo CAC. O seu melhor elemento terá sido Tomás Diogo, forçado a abandonar o campo por lesão. Foi uma pena a expulsão de Ricardo, que até então estava a ser o nosso médio de referência. Ainda uma menção honrosa para o avançado Nico.

Quanto ao Belenenses, o maior destaque tem de ser dado ao hack-trick de Sebastião Castela. A pujança de Filipe Rosário, entrado ao intervalo para fortalecer o meio-campo, também não foi de somenos importância. Ainda uma menção honrosa para o lateral Máximo Antunes, atento, e para o médio Ruben Martinho, este muito lutador.

Campo nº 1 do Complexo Desportivo Carlos Lourenço (Lisboa), 7 de Abril de 2013, 11:00 horas.
7ª Jornada do Campeonato Nacional de Juvenis da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Série D), 2012/2013.
Sob a arbitragem de António Franco, auxiliado por Márcio Azevedo e Tiago Abrantes (AF Lisboa), as equipas alinharam:
CAC: 1- Diogo Neves; 4- Migas, 5- Tomás Diogo "cap." (11- Tiago Lopes, aos 68'), 6- Fred e 9- Nico (18- Ricardo, aos 49'); 10- Dedé, 14- Trovão, 17- Hugo Afonso e 22- Cláudio Duarte (19- António Antunes, aos 61'); 28- Ricardo e 77- Alexandre Ferreira. Treinador: Tiago Viegas.
Belenenses: 1- Rafael Conceição; 2- Máximo Antunes, 3- André Santos, 4- Dalton e 5- João Lucas; 6- João Diogo "cap." (15- Djail, aos 58'), 7- Diogo Cleto, 8- Ruben Martinho e 9- Sebastião Castela; 10- Renato Gonçalves (14- Filipe Rosário, ao intervalo) e 11- Dálcio Gomes (17- Bruno Pires, ao intervalo). Treinador: Luís Bandeira.
Golos: 0-1, Sebastião Castela (13', g.p.); 2-0, Sebastião Castela (47'); 3-0, Diogo Cleto (62'); 4-0, Sebastião Castela (66').
Acções disciplinares: amarelos para 28- Ricardo (2), Migas, 18- Ricardo, Diogo Neves (CAC); Ruben Martinho, Diogo Cleto, Sebastião Castela e Máximo Antunes (Belenenses). Vermelho por acumulação para 28- Ricardo, aos 57' (CAC).
Observações: aos 30', foi expulso do banco o treinador Tiago Viegas (CAC). Com a saída de João Diogo, aos 58', a braçadeira de "capitão" passou para Rafael Conceição (Belenenses). Com a saída de Tomás Diogo, aos 68', a braçadeira de "capitão" passou para Migas (CAC).