Disputado até ao fim. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Ricardo Santos (Barril) e Fernando Costa (Belenenses).

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Apesar de jogar a favor do (forte) vento que se fazia sentir, o Belenenses não entrou bem. Sem acertar nos passes nem escapar à lei do fora-de-jogo, sendo algo recorrente nesse ponto ao longo dos 90 minutos, viu o Barril assumir se não um ascendente, pelo menos o élan de querer ir mais além. E o facto é que a turma da casa esteve perto do golo logo numa das suas primeiras jogadas, uma iniciativa de Vítor que viu o esférico falhar o alvo por pouco.

Só à passagem da meia-hora o Belenenses logrou unir os pontos, isto é, gizar uma boa triangulação que, não fora a intervenção do guarda-redes, e teria dado golo a Pedro Justo. Este não tardou muito, apontado por Bruno Santos. Tentou responder o Barril, apostando no irrequietismo de Vítor, mas a defesa anulou-lhe atempadamente a investida.

Para o segundo tempo o Barril, sem mexer no seu 4x4x2 original, retocou-o fazendo recuar o voluntarioso Ricardo Pereira para o meio-campo, entrando João Pedro para segundo avançado. Todavia, e face ao dinamismo atacante do Belenenses, parecia ser uma questão de tempo até este chegar ao segundo, mas o que aconteceu sim foi o golo do empate, apontado na sequência de um canto.

Embora o Barril procurasse gerir os acontecimentos, o Belenenses não deixava de perseguir o golo. Galvanizado pela acção de John Silva, as oportunidades sucederam-se até surgir o 1-2. A partir daí, o jogo abriu, com ambas as equipas a procurarem afincadamente marcar. O Barril contou com vários lances de bola parada, entre cantos e livres, num dos quais forçou o guarda-redes a defesa apertada. Mais garrido o Belenenses, que numa triangulação entre Bruno Santos, Jota e Mamadou, levou a bola à barra. O minuto 86 foi particularmente vertiginoso, com ambos os guarda-redes a terem de se aplicar perante adversários que lhes apareceram pela frente, casos de João Pedro (Barril) ou Jota (Belenenses).

Por esta altura já o Barril tinha alterado o seu dispositivo táctico, jogando em 4x3x3 desde a entrada de Jaula, que se posicionou como extremo-direito. Vítor descaía agora para a esquerda, ficando o eixo do ataque entregue a João Pedro. O risco era grande e acabou por não compensar: já perto do apito final, e na recarga de uma bola ao poste, Bruno Santos fixou o resultado em 1-3 e sossegou as hostes do Restelo.

Alguns nomes a reter, começando pelo Barril. Gostámos do central Filipe, do irrequietismo do avançado Vítor e da disponibilidade de Ricardo Pereira. Ainda uma menção honrosa para o médio Pedro Santos.

Pelo Belenenses, destacamos a robustez do central Bruno Sales e, num capítulo mais ofensivo, o dinamismo tanto de Jota, como de John Silva, sem esquecer também Bruno Santos, autor de dois golos.

Campo do Barril, 27 de Abril de 2013, 16:00 horas.
7ª Jornada do Campeonato Distrital de Juniores da 3ª Divisão (2ª Fase, Apuramento do Campeão), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Hugo Lopes, auxiliado por Ricardo Fernandes e António Oliveira, as equipas alinharam:
Barril: 1- Miguel Miranda; 3- Filipe "Original", 13- Gonçalo Moreira (77- João Santos "Jaula", aos 83'), 16- Cristiano Santos (11- João Pedro, ao intervalo) e 17- Pedro Santos; 19- Luís Gomes, 20- João Lopes "cap.", 22- Rodrigo Alves e 40- Ricardo Pereira (10- Ricardo "Ricardinho", aos 79'); 69- Fogaça e 96- Vítor. Treinador: Ricardo Santos.
Belenenses: 1- Tiago Pereira (12- Patrick Costa, ao intervalo); 2- Tomás Silva "cap.", 3- Bruno Sales, 4- Pedro Patrício e 5- Pedro Justo; 6- Miguel Santinhos, 7- John Silva, 8- André Galamba e 9- Bruno Santos; 10- João Silva "Jota" e 11- Mamadou Bah. Treinador: Fernando Costa.
Golos: 0-1, Bruno Santos (38'); 1-1, Pedro Santos (56'); 1-2, Mamadou Bah (75'); 1-3, Bruno Santos (88').
Acções disciplinares: amareços para Mamadou Bah, João Silva "Jota" e Pedro Patrício (Belenenses).