Fábio Sturgeon marcou a diferença. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Bruno Pinheiro (Belenenses) e Pedro Rodrigues (Estoril Praia).

Artigo

Num embate entre equipas equilibradas, começou por se impor a da casa perante um Estoril que, demonstrando dificuldades em acercar-se do último reduto contrário, teve o seu lance mais garrido num ataque rápido gizado entre Sobral e Francisco, aos 22 minutos. Bem mais acutilante foi o Belenenses, que depois de ensaiar o primeiro remate logo no arranque, por João Pinto, marcou pela insistência de Tiago Fernandes e esteve perto de aumentar em vários lances protagonizados por Miguel Lopes.

Na segunda parte continuou o Belenenses a estar mais perto de marcar através do bom entendimento entre Fábio Sturgeon e Miguel Lopes, até que Pedro Rodrigues se decidiu a efectuar a sua segunda substituição, aos 58 minutos. E aí o jogo mudou.

A introdução de Pedro Correia, entrado ao intervalo, e depois de Penty, significou no Estoril um reforço do meio-campo, baixando entretanto Baltazar para colmatar a saída do central Novo. O lateral-esquerdo Dinamite passou também a ser muito solicitado para dar início aos lances de ataque. Tudo conjugado, ganhou o Estoril Praia ascendente no meio-campo, vários livres e finalmente, numa jogada de insistência, surgiu o golo do empate.

Este não durou muito porque dois minutos volvidos Fábio Sturgeon, num remate colocado, facturou o 2-1. Daí até final, fruto do desgaste em ambas as equipas, nem o Estoril Praia conseguiu impôr um pressing decisivo, nem o Belenenses controlou com a tranquilidade que gostaria. O golo podia ter surgido para qualquer dos lados, mas o derradeiro lance que fica na retina foi pertença do Estoril Praia, num livre em zona frontal já em tempo de compensação, em que o remate final saiu mal colocado.

Alguns nomes a reter da partida, começando pelo Estoril Praia, todo ele muito laborioso. O lateral-esquerdo Dinamite destacou-se não só pelo exercício da sua missão defensiva, como pela forma como se adaptou ao melhor período da equipa, na segunda parte. No ataque, o avançado Marcelino foi sempre o elemento mais dinâmico e inconformado.

Quanto ao Belenenses, aplica-se igualmente o adjectivo de laborioso a todos os jogadores. Fábio Sturgeon foi estrela, não apenas pelo golo que marcou, como pela forma como não se rogou a esforços para garantir a solidez no meio-campo. Passando a destaques por sector, e começando pela defesa, aí é muito complicado destacar um nome sobre os demais, mas arriscamos o de David Carvalho. No meio-campo, João Pinto esteve concentrado, tanto quanto o Miguel Lopes irrequieto no ataque. Ainda uma menção honrosa para o suplente Edi Oliveira.

Campo nº 2 do Estádio do Restelo, 16 de Março de 2013, 15:00 horas.
5ª Jornada do Campeonato Nacional Juniores da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Zona Sul), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Emanuel Franco, auxiliado por Rúben Teles e Cláudio Maroto (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Belenenses: 1- Ricardo Fernandes; 2- David Carvalho, 3- Pedro Torrado (13- Nuno Neves, aos 79'), 4- Nuno Tomás e 5- Diogo Silva; 6- Fábio Meirinhos, 7- Miguel Lopes, 8- Tiago Fernandes (17- Edi Oliveira, aos 74') e 9- Gonçalo Barroso (16- Muelson Samate, aos 68'); 10- João Pinto e 11- Fábio Sturgeon. Treinador: Bruno Pinheiro.
Estoril Praia: 1- Ruben; 4- Sobral "cap.", 5- Novo (92- Penty, aos 58'), 7- Francisco (17- Pedro Correia, ao intervalo) e 8- Baltazar; 10- Eusébio, 15- Filipe, 16- Marcelino e 9- Baixinho (19- Giorgi, aos 82'); 24- Duda e 29- Dinamite. Treinador: Pedro Rodrigues.
Golos: 1-0, Tiago Fernandes (13'); 1-1, Marcelino (74'); 2-1, Fábio Sturgeon (76').
Acções disciplinares: amarelos para Pedro Torrado, Diogo Silva e Fábio Meirinhos (Belenenses); Filipe, Baixinho e Eusébio (Estoril Praia).