Desiquilibrou na segunda parte. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Sérgio Levita (Sintrense) e José Sousa (Belenenses).

Artigo

Foi o Sintrense o primeiro a criar perigo, neutralizado in extremis pelo guardião azul. A partir daí impôs-se o Belenenses, com muita qualidade na sua produção ofensiva e Dálcio Gomes, isolado, chegou mesmo a facturar num vistoso "chapéu", que todavia lhe foi invalidado por fora-de-jogo. Neste contexto foi pois contra a corrente que surgiu o 1-0 para o Sintrense, na sequência de um pontapé de canto. Após uma curta fase de desnorte mútuo, o jogo entrou numa toada de parada e resposta, com o Belenenses a surgir mais perto do golo e, após uma perdida flagrante aos 38 minutos, surgiu o merecido empate em cima do apito, num lance que veio evidenciar a classe individual de Seba.

Na segunda parte o filme foi diferente. Algumas características do Sintrense mantiveram-se, nomeadamente o apoio dos laterais ao ataque, enquanto tacticamente pareceu-nos que terá trocado o 4x2x3x1 inicial por um 4x3x3 mais pronunciado. Com extremos de qualidade, casos do jovem Dina e de António (este realmente com feições que recordam o "leão" Krpan), bem secundados pelo duo de médios ofensivos, no apoio ao ponta-de-lança, não tardou a acumular sucessivos lances de perigo, começando por uma bola à barra, até que em pouco mais de dez minutos foram nada menos que quatro golos. Tentou reagir o Belenenses, mas o Sintrense defendia bem. Fredy, que nesse capítulo estava a ser a nossa maior referência, acabou por marcar o 6-1 na sequência de mais um pontapé de canto. Até final ainda dois golos, um para cada lado, com o do Sintrense a surgir de grande penalidade.

Estádio do Sport União Sintrense, 2 de Agosto de 2014, 10:30 horas.
Jogo particular, Pré-Temporada 2014/2015.
Sob a arbitragem de José Borges, auxiliado por Juari e Diogo Pinto (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Sintrense (séniores): Rafael Marques; Juliano, David Crespo, Saramago e Rui Monteiro; Hugo Bral, Bruno Correia, Artur Lourenço e Bruno Rodrigues "Angola"; Herlander e Carlos Gomes. Suplentes: António, David, Dina, Divaldo, Filipe Gaspar, Fredy, Manuel, Moreira, Pedro Correia e Rui Caniço. Ausências: Emanuel (motivos particulares) e Zé Pedro (lesionado). Treinador: Sérgio Levita.
Belenenses: Jonathan; Bruno Gomes, Diogo Santana, Rodrigo e Tiago Figueiredo; David Lourenço, Gonçalo Tavares, Nuno Januário e Dálcio Gomes; Sebastião Castela "Seba" e Tiago Alves. Suplentes: Pedro Garcia (guarda-redes), Adélcio Varela, Francisco Silva, Guilherme Manso, Rúben Martinho, Rúben Sousa, Renato Gonçalves, Bruno Pires, João Fernandes e Miguel Morais. Treinador: José Sousa.
Golos: 1-0 Bruno Correia (32'); 1-1, Sebastião Castela "Seba" (45'); 2-1, Rui Caniço (56'); 3-1, António (59'); 4-1, Pedro Correia (63'); 5-1, Moreira (66'); 6-1, Fredy (72'); 6-2, Bruno Pires (74'); 7-2, Dina (89', g.p.).

Entrevistas

Recolhemos os seguintes comentários ao treinador Sérgio Levita (SINTRENSE):
Ao cabo de uma semana, deu para trabalharmos mais a vertente física. Estes são jogadores sempre disponíveis e com vontade. Há que continuar, de modo a que para a primeira jornada do Campeonato, dentro de 24 dias, já estejamos próximos do que pretendemos.

Recebem o União de Montemor. É o adversário ideal?
Infelizmente, isso não existe. É um adversário como todos os outros, que teremos de defrontar.

Está de regresso ao Sintense, que representou enquanto jogador. Como se sente?
Quando saí, disse ao Presidente de então que voltaria um dia, noutras funções. É um sonho concretizado. Espero não desiludir quem apostou em mim e me deu a oportunidade de fazer o que mais quero, ajudando o Sintrense num bom campeonato.

Que expectativas para o Campeonato?
Tranquilidade. Se pudermos andar pelos lugares que dão acesso à subida, não abdicaremos disso. Este é um plantel de gente jovem, com vontade e valor para voos mais altos. Tenho a certeza que pelo menos alguns deles lá chegarão.


Conversámos também com o treinador José Sousa (BELENENSES), que comentou assim:
Isto é um treino, não um jogo. Importa observar não o resultado, mas sim comportamentos. Houve ontem 50 minutos de jogo contra os nossos juvenis e também treino à tarde, pelo que é normal que haja uma certa fadiga. Há que perceber os atletas e testá-los em várias posições e situações. Temos tirado bons indicadores. A primeira parte foi de muita qualidade, criámos oportunidades fantásticas e trabalhámos imenso. Na segunda aconteceram erros pontuais que deram em golos.

Houve treino na passada Quarta-Feira, contra os séniores do 1º Dezembro. Como correu?
Optimamente. O 1º Dezembro tem uma equipa fabulosa, apostada em subir à Orangina. Perdemos 4-1, mas a primeira parte foi boa, de qualidade. Chegámos ao intervalo empatados 1-1. Na segunda parte, com a fadiga acumulada e uma grande troca de jogadores, é normal que aconteçam erros, para mais contra equipas séniores cujos jogadores exibem um andamento e capacidade física muito superiores. O que me preocupa é o Campeonato e ver como arrancamos.

Beira-Mar em Almada, na jornada inaugural. É o arranque ideal?
Isso não existe. Podíamos começar contra Benfica, Sporting ou outro qualquer. Saiu-nos o Beira-Mar de Almada, seja.