Coube ao Belenenses a vez de não acabar com onze em campo. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Bruno Pinheiro (Belenenses) e Pedro Fatela (Real).

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Entrou melhor o Real, com Eric Injai a falhar na cara do golo logo no minuto inaugural. O Belenenses tentou reagir, mas a tarefa não se afigurava fácil, perante um adversário muito equilibrado, estuturado num 4x4x2 losango. Coube a Edi Oliveira o papel de desbloqueador, num momento de inspiração individual que Pedro Rosário capitalizou no golo inaugural.

Ultrapassado o élan desse lance, regressou o Real ao jogo, apostado em empatá-lo. Nos derradeiros minutos da primeira parte podia tê-lo feito por duas vezes, em lances protagonizados por Diego Silva, salvando no primeiro a actuação conjunta de guarda-redes e central Pedro Torrado, ao passo que no segundo foi mesmo por culpa própia, isto é, falta de pontaria.

O segundo tempo começou por ser uma réplica do primeiro, mas ao contrário. Quer isto dizer que entrou melhor o Belenenses, pressionante, mas seria o Real que, depois de enviar uma bola à barra, acabaria por empatar à passagem do minuto 64, num lance onde foi importante a actuação do recém-entrado Anderson Cruz.

Bruno Pinheiro também tinha os seus trunfos na manga, entre os quais Gonçalo Gregório, que no seu primeiro lance sofreu falta no interior da área adversária. Assinalada a grande penalidade, o experiente Pedro Torrado não perdoou. Quatro minutos volvidos ficou o Belenenses reduzido a dez, pela expulsão de Diogo Silva, por acumulação de amarelos.

Por esta altura, e logo após a substituição do médio-ofensivo Iuri Gomes pelo extremo Fábio Faísca, já o Real tinha alargado a frente de ataque a um trio. Apesar das intenções, e com excepção para um ou outro livre potencialmente perigoso, o Belenenses não perdeu a calma e esteve sempre mais perto de aumentar a contagem, primeiro por Mamadu Djaló, depois num par de lances protagonizados por Pedro Rosário, o último dos quais já em tempo de compensação.

Alguns nomes a reter da partida, começando pelo Real. Já sem as nossas maiores referências, à cabeça das quais destacamos Miguel Cardoso, a equipa apresentada impressionou pela homogeneidade. Ainda assim, arriscamos um destaque aos médios Martim Galvão e Duarte Barros.

Quanto ao Belenenses, e começando pela defesa, hoje com muito trabalho pela frente, aí Pedro Torrado foi a maior referência, rivalizando com o avançado Edi Oliveira em termos do que poderíamos chamar de "melhor em campo". Este último teve momentos de grande nível, como se viu no golo inaugural, mas não só. No meio-campo, ainda uma menção honrosa para Tiago Fernandes.

Campo nº 2 do Estádio do Restelo, 20 de Abril de 2013, 16:00 horas.
13ª Jornada do Campeonato Nacional Juniores da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Zona Sul), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Ricardo Oliveira, auxiliado por Martinho Rodrigues e Filipe Silva (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Belenenses: 1- Ricardo Fernandes; 2- David Carvalho, 3- Pedro Torrado, 4- Nuno Tomás e 5- Diogo Silva; 6- Fábio Meirinhos, 7- Edi Oliveira (16- Mamadu Djaló, aos 75'), 8- Tomás Gregório "cap." e 9- Gonçalo Barroso (18- Gonçalo Gregório, aos 66'); 10- Tiago Fernandes (15- Muelson Samate, ao intervalo) e 11- Pedro Rosário. Treinador: Bruno Pinheiro.
Real: 1- Miguel Pereira; 2- Rafael Ramos, 3- Diogo Alpalhão, 4- André Almeida "cap." e 8- Duarte Barros; 9- Diego Silva, 15- Eric Injai (17- Anderson Cruz, aos 63'), 16- Iuri Gomes (7- Fábio Faísca, aos 69') e 20- Paulo Antunes (13- Fábio Aranda, aos 56') ; 21- Martim Galvão e 23- Francisco Dias. Treinador: Pedro Fatela.
Golos: 1-0, Pedro Rosário (27'); 1-1, Iuri Gomes (64'); 2-1, Pedro Torrado (67', g.p.).
Acções disciplinares: amarelos para David Carvalho, Diogo Silva (2), Mamadu Djaló, Gonçalo Gregório (Belenenses). Vermelho por acumulação para Diogo Silva, aos 71' (Belenenses).