Com excepção para o remate do algarvio Vítor ao poste, de resto o Belenenses venceu com tranquilidade. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Bruno Pinheiro (Belenenses) e Calu Divengle (Portimonense).

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Supremacia belenense desde o apito inicial, com claro ascendente no meio-campo e boa circulação de bola. Com tranquilidade, as oportunidades iam-se sucedendo, entre livres e cantos, no aproveitamento de Fábio Sturgeon de um deslize defensivo ou nos remates de Pedro Rosário. Todavia, o golo não surgia, o que veio dar um ânimo acrescido à formação algarvia. À passagem do quarto de hora, Zé Miguel e Vítor esboçaram o primeiro ataque, a que se seguiu a primeira tentativa de alvejar a baliza, num cabeceamento de Rúben, até culminar num lance de grande aflição para o Belenenses, aos 27 minutos. Tudo começou numa incursão de Laguinha pela esquerda, que envolveu Alex até chegar a Vítor que, na cara do guarda-redes, rematou ao poste.

O jogo parecia a ponto de equilibrar, até que João Pinto, a passe de Fábio Sturgeon, rematou colocado e facturou o primeiro. O Portimonente acusou em demasia o golo, a ponto de não mais conseguir desenvolver qualquer lance ofensivo digno de registo, com excepção para uma boa triangulação entre Simões, Filipe Soares e Laginha, já na segunda parte, anulada pela atenção do guarda-redes belenense. Não é que não tenham tentado ir mais além, pelas substituições, através das quais refrescaram todos os sectores, sem mexer no 4x3x3 original. Passou a haver também um maior cuidado em aproximar as diferentes linhas. De tudo o que foi feito, o que ainda assim teve mais sucesso terá sido a subida de Nico, de lateral para médio, onde rendeu mais.

Quanto ao Belenenses, o 1-0 veio tranquilizá-lo, embarcando num domínio que não mais perderia até final. As oportunidades sucediam-se, com alguma monotonia diga-se, porque o 2-0 tardava em chegar, até entrar Miguel Lopes. Cinco minutos depois, num remate colocado, à semelhança do de João Pinto, facturou o 2-0. Bruno Pinheiro lançou então Mamadu Djaló, sedento de golos, que esteve envolvido em três bons lances. No derradeiro e mais vistoso de todos, rematou em meia-bicicleta, de recarga a uma bola à barra, mas com má direcção.

Alguns nomes a reter da partida, começando pelo Portimonense. O seu melhor elemento foi Zé Miguel, que não só varreu o ataque em toda a linha, como se dispôs a ajudar o meio-campo sempre que necessário. Destaque também para o central Rúben, sempre correcto na sua acção defensiva, e para o médio Simões, que deu consistência ao sector.

Quanto ao Belenenses, e começando pela defesa, aí o elemento mais em foco terá sido o lateral João Soares. No meio-campo, e grande figura da partida mesmo a uma escala global, João Pinto foi determinante. A classe de Fábio Sturgeon é já sobejamente conhecida, mas hoje Pedro Rosário não lhe terá ficado atrás, só lhe faltando o golo. Também numa vertente ofensiva, ainda uma menção honrosa para os suplentes Miguel Lopes e Mamadu Djaló.

Campo nº 2 do Estádio do Restelo, 30 de Março de 2013, 15:00 horas.
7ª Jornada do Campeonato Nacional Juniores da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Zona Sul), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Aurélio Afonso, auxiliado por Daniel Santos e Miguel Borges (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Belenenses: 1- Ricardo Fernandes; 2- João Soares, 3- Pedro Torrado, 4- Nuno Tomás e 5- Diogo Silva; 6- Muelson Samate (15- Diogo Maurício, ao intervalo), 7- Pedro Rosário, 8- Tiago Fernandes e 9- Gonçalo Gregório (17- Miguel Lopes, aos 64'); 10- João Pinto e 11- Fábio Sturgeon (16- Mamadu Djaló, aos 73'). Treinador: Bruno Pinheiro.
Portimonense: 1- Ion; 2- Serras, 3- Rúben, 4- Junior e 5- Nico; 6- Simões, 7- Zé Miguel, 8- Filipe Soares "cap." (15- Mira, aos 82') e 9- Vítor (17- Jorge, aos 73'); 10- Alex (16- Nascimento, aos 65') e 11- Laginha. Treinador: Calu Divengle.
Golos: 1-0, João Pinto (36'); 2-0, Miguel Lopes (70').
Acções disciplinares: nada a registar.
Observações: com a saída de Fábio Sturgeon, aos 73', a braçadeira de "capitão" passou para Nuno Tomás (Belenenses). Com a saída de Filipe Soares, aos 82', a braçadeira de "capitão" passou para Rúben (Portimonense).