Belenenses encerra época com chave de ouro, garantindo na derradeira jornada do Campeonato Nacional o primeiro lugar na Fase de Manutenção. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Bruno Santos (Oeiras) e Pedro Guerreiro (Belenenses).

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Dois estilos diferentes em confronto. O Oeiras apostou num 4x3x3 que privilegiava um jogo mais trabalhado, com muita posse de bola. Por seu turno, o Belenenses reforçou o meio-campo e tinha na velocidade dos seus avançados (Eduardo Correia e Diogo Assis) o seu maior trunfo. A organização que apresentou (4x4x2) fugia ao seu habitual, o que poderá indiciar um trabalho especificamente desenvolvido para atacar este jogo.

As duas partes também foram distintas. Na primeira, o Oeiras pouco partido tirou do seu ascendente, ao passo que o Belenenses, muito em especial pela acção de Eduardo Correia, por mais de uma vez esteve à beira de se adiantar no marcador, e logo desde o primeiro minuto. Valeu à turma da casa a atenção do último reduto, guarda-redes incluído, que estoicamente lhe goraram as intenções.

À entrada da segunda parte pertenceu ao Oeiras o primeiro lance de perigo, por Rafael Pinto, mas seria o Belenenses a chegar à vantagem. Diogo Assis foi derrubado, Tomás Freitas marcou o livre e Nuno Longo desviou para golo, contando ainda com um desvio final, involuntário, da parte de um jogador da casa.

Ainda com meia hora pela frente, o jogo tornou-se veloz e emotivo. O perigo passou a rondar as duas balizas, mas agora com maior protagonismo para o ataque do Oeiras que, galvanizado por Carlos Cabral, desperdiçou em cinco minutos nada menos que três bons lances para empatar.

Foi um duelo recorrente ao longo da primeira parte, entre Alexandre Figueiredo (Oeiras) e Diogo Assis (Belenenses), com o central da casa a levar quase sempre a melhor. Teimosamente, Diogo Assis não desistia e aos 52 minutos ganhou uma vantagem tal que não houve outra possibilidade de o travar sem ser com recurso a falta. Daí resultou a expulsão do central.

Mesmo reduzido a dez unidades, o Oeiras não perdeu a iniciativa. Foi forçado a alguns ajustes, recuando Tomás Ferreira, de extremo para lateral, tal como o médio César Magalhães, que veio apoiar o eixo defensivo, mas manteve o trio atacante, entretanto renovado através das substituições. Referimo-nos a Tomás Martinho, que veio ocupar o lugar de ponta-de-lança, e a André Félix, o extremo-esquerdo. Ambos podiam ter empatado. Enquanto o segundo rematou com má pontaria, já ao primeiro foi-lhe invalidado o golo que marcou em posição irregular. Nos instantes finais, o Oeiras arriscou ainda a subida do central João Tiago à área contrária. Tudo foi em vão, uma vez que o resultado não se alteraria até final.

Alguns nomes a reter, começando pelo Oeiras. O zero registado ao intervalo deveu-se muito à atenção e proactividade do guarda-redes Gonçalo Appleton. No meio-campo, o seu maior expoente foi Rafel Pinto. Ainda uma palavra de destaque para a actuação dos avançados Carlos Cabral e Gil Santos.

Quanto ao Belenenses, ambos os avançados originais, Eduardo Correia e Diogo Assis, estiveram muito bem. A distingui-los, diríamos mais explosivo o primeiro, mais teimoso e desgastante o segundo. Recuando ao meio-campo, aí Sandro Martinho foi figura de proa. Já na defesa, toda ela muito laboriosa, recordamos o papel que Nuno Longo teve no golo decisivo.

Estádio Municipal de Oeiras, 5 de Maio de 2013, 11:00 horas.
14ª Jornada do Campeonato Nacional de Iniciados da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Série F), 2012/2013.
Sob a arbitragem de José Figueiredo, auxiliado por Ricardo Maio e Elídio Silva (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Oeiras: 12- Gonçalo Appleton; 2- Alexandre Figueiredo "cap.", 3- Francisco Afonso (18- André Félix, aos 56'), 5- João Tiago e 7- Rodrigo Martins (16- Tomás Ferreira, ao intervalo); 8- Rafael Pinto, 9- Gil Santos (11- Tomás Martins, aos 61'), 14- Carlos Cabral e 15- Daniel Diegues; 17- Bruno Tibério e 20- César Magalhães. Treinador: Nuno Gafenho.
Belenenses: 1- Diogo Martins; 2- João Pedro, 3- Diogo Rodrigues, 4- Nuno Longo e 5- Pedro Montoia; 6- Pedro Marques, 7- Sandro Martinho, 8- David Castanheira "cap." e 9- Eduardo Correia (17- Afonso Alcario, aos 61'); 10- Tomás Freitas (14- Francisco Ferreira, aos 48') e 11- Diogo Assis. Treinador: Pedro Guerreiro.
Golo: 0-1, Nuno Longo (40').
Acções disciplinares: Vermelho directo para Alexandre Figueiredo, aos 52' (Oeiras).
Observação: com a saída de Alexandre Figueiredo, aos 52', a braçadeira de "capitão" passou para Rafael Pinto (Oeiras).