Belenenses entrou com o pé direito no IV Torneio Internacional de Futebol Sub-15. Não deixe de ler os comentários dos treinadores António Prazeres (Estoril Praia) e Pedro Guerreiro (Belenenses).

No outro desafio da jornada inaugural, disputado às 18:30 de Sexta-Feira, o Sporting impôs-se frente aos anfitriões (Vila Franca do Rosário) por 10-0. Sobre o jogo do Belenenses, após uma primeira parte intensa mas sem golos, estes só surgiram no segundo tempo. Adiantou-se o Estoril Praia, aos 38 minutos, empatando o Belenenses praticamente de imediato, aos 40, por Eduardo Correia. Aos 56 minutos, na sequência de um livre, Artur Faro apontou o que seria o volte-face, não fora ter sido invalidado por fora-de-jogo. O 1-2 acabaria por surgir já na recta final, num bis de Eduardo Correia.

Complexo Desportivo do Castanheiro (Vila Franca do Rosário), 29 de Março de 2013, 20:30 horas.
1ª Jornada do IV Torneio Internacional de Sub-15, 2013.
Sob a arbitragem de Ricardo Oliveira e Martinho Rodrigues (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Estoril Praia: 23- David Barroso; 2- Pedro Fragoso "cap.", 3- Sebastião Taira, 5- António Sousa e 6- Henrique Encarnação; 10- Derik Batista, 11- Tiago Ferreira "Nani", 13- André Franco e 18- Miguel Lopes; 19- Tomás Ribeiro e 20- André Santos. Jogaram ainda: 4- Marco Batista, 8- Bernardo Pires, 16- Francisco Branco e 17- Pedro França. Treinador: António Prazeres.
Belenenses: 1- Daniel Couto; 2- Daniel Oliveira, 3- Artur Faro, 4- Pedro Cardoso e 5- Pedro Montoia; 6- Cláudio Garcia, 7- Eduardo Correia, 8- David Castanheira "cap." e 9- Afonso Alcario; 10- Tomás Freitas e 11- Diogo Assis. Jogaram ainda: 14- Nuno Longo, 15- João Pedro, 16- Sandro Martinho, 17- Francisco Ferreira e 18- Francisco Figueiredo. Treinador: Pedro Guerreiro.
Golos: 1-0, Tiago Ferreira "Nani" (38'); 1-1, Eduardo Correia (40'); 2-1, Eduardo Correia (66').
Acções disciplinares: amarelo para Pedro Montoia (Belenenses).

Após o jogo, conversámos com o treinador António Prazeres (ESTORIL PRAIA), a quem notámos ter sido bastante intenso, para mais considerando a jornada da manhã, para o Campeonato Nacional. Respondeu assim:
Nisso, fomos mais penalizados. Ambos estamos na mesma Fase de Manutenção, mas enquanto o Belenenses a tem garantida há muito tempo, nós hoje defrontámos um adversário directo (nota da redacção: refere-se ao Linda-a-Velha, num embate que terminou sem golos), contra o qual não pudémos poupar jogadores. Tivemos de apresentar a nossa melhor equipa. Já o Belenenses pôde gerir a sua manhã de forma diferente.
Foi um jogo bem disputado e muito equilibrado, talvez mais na primeira parte. Na segunda o Belenenses, mais agressivo, tirou partido da quebra física da minha equipa. Mesmo assim, como tem sido hábito, tivemos uma boa prestação. Gostamos bastante de participar neste Torneio, que é prestigiante, e como tal tentamos sempre dignificá-lo ao máximo.

No Campeonato, o Estoril Praia está a fazer uma boa Segunda Fase. Perspectiva-se uma ponta final mais tranquila, certo?
Sim. Tivemos uma Primeira Fase negativa, fruto da inexperiência da maior parte dos jogadores, que vieram de fora do Clube e tiveram que se adaptar à realidade do Campeonato Nacional, com um ritmo competitivo muito forte e intenso. À medida que se foram adaptando, a equipa ganhou consistência e começou a dar frutos, como se vê pela excelente Segunda Fase que temos vindo a fazer. A manutenção está praticamente garantida, a quatro jornadas do fim, e ainda poderemos fazer coisas bonitas.


Conversámos também com o treinador Pedro Guerreiro (BELENENSES), a quem observámos que para operar um volte-face assim, num jogo tão intenso como este, e depois daquela jornada matinal, isso pressupõe uma boa forma física dos seus jogadores. Respondeu assim:
Quero destacar o espírito de sacrifício destes meus jovens. A mensagem que lhes passei foi a de que não há grandes talentos sem um espírito de sacrifício a condizer. Eles lutaram contra tudo e contra todos. Este não é um tema do meu agrado, mas não temos sido felizes com algumas arbitragens. Refiro-me aos casos em que o nosso jogo é quebrado por consecutivas paragens. Nós somos uma equipa de alto ritmo que se ressente do anti-jogo. A intensidade, seja nos jogos ou nos treinos, é algo de muito importante para mim. Não é por acaso que o Diogo Assis acabou o jogo numa situação complicada. Ele veio de uma entorse no tornozelo, na tibiotársica do lado esquerdo, de modo que não treinou na Terça-Feira, porque estava inapto, e na Quinta ficou de fora por precaução. Hoje, ressentiu-se. Na nossa equipa, quando se falha dois ou três treinos, o ritmo quebra porque aqui trabalhamos sempre com uma intensidade muito elevada e isso nota-se. Esta não é a primeira nem a segunda vez que viramos jogos frente ao Estoril. Já antes o tínhamos feito por duas vezes na Amoreira e em caso algum aconteceu por acaso.

Na primeira parte perdemos um bocadinho o controlo do jogo. Este adversário estica muito, por futebol directo, é algo de imprevisível. Há sempre situações que não estão ao nosso alcance, sem esquecer o mérito do Estoril e dos seus valores individuais. Conseguimos anulá-los, corrigimos para a segunda parte, só que da única vez que o Estoril foi à nossa baliza, marcou. Não só fomos um justo vencedor, como o resultado peca por escasso. Tivemos um golo mal anulado e duas situações mais que desperdiçámos, uma de livre directo, trabalhado, e um remate de longe de Sandro.