Remate de Eduardo Correia ao poste, logo aos cinco minutos, num jogo que se foi complicando para o Belenenses ao longo da segunda parte. Na zona de entrevistas, espaço para os comentários dos treinadores Pedro Guerreiro (Belenenses) e Bruno Fonseca (CAC).

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Entrou melhor o Belenenses e, intercalado com o remate ao poste de Eduardo Correia, beneficiou de livre e canto, dois lances bem trabalhados, mas nos quais faltou a pontaria no momento da decisão. Perante um CAC bem organizado, compacto no meio-campo e com jogadores muito concentrados, as dificuldades foram-se avolumando a partir daí. Só aos 24 minutos voltou a haver frissom, numa boa combinação entre Afonso Alcario e Tomás Freitas, acabando todavia o esférico por perder-se pela linha final. Do lado do CAC, a capacidade defensiva não tinha par em termos ofensivos, de modo que só em cima do apito conseguiu gizar o seu primeiro lance de algum perigo, num cruzamento de Alex que não teve correspondência.

O filme da segunda parte foi diferente. Sem alterar os respectivos dispositivos tácticos, ambas as equipas deitaram mão das substituições, de tal modo que refrescaram imenso praticamente todos os sectores em confronto. O Belenenses deixou de conseguir controlar as operações, sentindo dificuldades em ultrapassar as linhas compactas que se lhe apresentavam à frente, com a totalidade dos adversários quase sempre atrás da linha da bola. Só através da meia-distância, primeiro de Francisco Ferreira, aos 45 minutos, depois de Miguel Tavares, aos 50, logrou alvejar a baliza, mas em ambos os casos com má pontaria.

Do lado do CAC, fosse pela promoção de Gonçalo Brás a avançado se ter revelado acertada, pela acção do recém-entrado Tiago Viola no meio-campo, da dinâmica do colectivo ou por outro motivo qualquer, o facto é que ganhou uma acutilância ofensiva bem diferente da que tinham mostrado antes. Entre livres e cantos, pelas acções individuais de Bernardo Silva, o remate de Edu, ou o infeliz desvio que por pouco ia dando auto-golo, a tudo se opôs o guarda-redes Diogo Martins com uma exibição de luxo, que se prolongou até aos derradeiros instantes da partida.

Alguns destaques da partida, começando pelo CAC. Na defesa, a nossa preferência vai para o central Tomás Nunes. Começando no meio-campo, passando a avançado até à entrada de Hugo Barros, altura em que voltou a recuar no terreno, Gonçalo Brás deu sempre um toque de classe a tudo o que foi chamado a fazer. Ainda uma palavra para Tiago Viola, que entrou bem no jogo.

Quanto ao Belenenses, o maior destaque vai hoje para o guarda-redes Diogo Martins. Ainda uma palavra para Francisco Ferreira, pela solidez que deu ao meio-campo, e Tomás Freitas, este como potenciador do ataque. Dos suplentes, o lateral Pedro Montoia terá sido o mais irrequieto.

Campo nº 3 do Estádio do Restelo, 29 de Março de 2013, 11:00 horas.
10ª Jornada do Campeonato Nacional de Iniciados da 1ª Divisão (2ª Fase, Manutenção/Descida, Série F), 2012/2013.
Sob a arbitragem de Ricardo Oliveira, auxiliado por Filipe Silva e Martinho Rodrigues (AF Lisboa), as equipas alinharam:
Belenenses: 1- Diogo Martins; 2- João Pedro (14- Daniel Oliveira, ao intervalo), 3- Diogo Rodrigues, 4- Nuno Longo "cap." e 5- Alex Almeida (17- Pedro Montoia, ao intervalo); 6- Sandro Martinho, 7- Eduardo Correia, 8- Francisco Ferreira (15- André Silva, aos 62') e 9- Afonso Alcario (18- Francisco Figueiredo, ao intervalo); 10- Tomás Freitas e 11- Muhamed Varela (16- Miguel Tavares, ao intervalo). Treinador: Pedro Guerreiro.
CAC: 1- Bruno Fragoso; 4- Gonçalo Barreto, 6- Pedro Rodrigues (9- Rayan Silva, aos 66'), 7- Gonçalo Brás "cap." e 11- Nuno Cravo "Rafa" (33- Tiago Viola, ao intervalo); 17- Hugo Pires (8- Rodrigo Ribeiro, ao intervalo), 19- Bernardo Silva, 20- Eduardo Baltazar "Edu" (30- Hugo Barros, aos 59') e 22- Tomás Nunes; 32- Pedro Augusto e 35- Alexandre Ferreira "Alex" (2- Gonçalo Pratas, ao intervalo). Treinador: Bruno Fonseca.
Acções disciplinares: amarelo para Tiago Viola (CAC).